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DESABAFOS

Razoavelmente insuportável…

Razoavelmente insuportável…

DESABAFOS

05
Jan26

Uma questão de estatuto...


ROMI

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2.jpg Tirana International Airport Nënë Tereza (TIA)

Um dos bares do aeroporto “não sei das quantas”. Uma fila enorme. Nunca hei-de perceber porque é que as pessoas não levam farnel no avião, já que a comida que lhes é servida a bordo não as satisfaz. Depois, quem só quer uma simples garrafinha de água, um singelo café, sofre horrores à espera de ser atendido e, claro, quando chega a vez, já sente a fome a transmutar-se numa irritabilidade gratuita, daquelas que nos deixam o humor num estado de alerta vermelho.

Alguém me chama a atenção para algo. Cá conversas, digo logo, em inglês, messóri não sepico inglis. A minha amiga, perdida de riso, diz que o senhor me está a falar em português. Pronto, tinha de ser. Se estou em Portugal, ninguém fala comigo, nem para perguntar as horas. Põe-se um pé em ramo verde e aparece logo um compatriota, feliz e contente por ouvir falar o nosso vernáculo. Que maçada. Já não basta  prescindir de uma sandes de courato em troca de um burek seco, ainda tenho de aturar este turista em terra alheia. Ele e a minha amiga entendem-se na perfeição. Riem e tudo. Ignoram-me até ao dia em que me convidam para ser madrinha do casamento.

Encontros improváveis, amores improváveis, sei lá. Claro que recusei. A minha presença em casamentos nunca será em estatuto inferior ao de uma noiva. E, caso me queiram encontrar, aconselho a procurarem-me no bar do Aeroporto Internacional de Tirana Madre Teresa. Passei a acreditar em milagres…

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08
Nov25

Coisas da Aidinha...


ROMI

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A Aidinha entra em pânico quando não atendo a chamada. Pensa sempre que me aconteceu algo e o sentimento de impotência por estar agora a largos quilómetros de distância, sem ter a quem ligar para saber de mim, deixa-a em sobressalto. Claro que não tem, e vai continuar a não ter, porque, na verdade, ninguém sabe de mim. Ligue para quem ligar.

Ontem fez-me um ultimato: ou lhe dava um número a quem telefonar, ou, da próxima vez, chamava os bombeiros. Eu acredito que é bem capaz de o fazer, e de se meter num táxi, desvairada, a caminho daqui, a dar instruções ao motorista como se fosse uma operação de resgate. Claro que não cedi à chantagem. Um bombeiro fora de horas até nem me parece mal. Força Aidinha, liga aos bombeiros, de preferencia aos do calendário 2026.

imagem tirada na minha sala (quer dizer... ao ecrã da minha televisão).

12
Out25

Notas de Uma Solidão Lúcida...


ROMI

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Não há coisa mais enfadonha do que ouvir os sonhos dos outros. Eu nem dou conta dos meus, e tenho alguns recorrentes, mas só sei que o são no próprio sonho.
Outro tédio: as anedotas. O que me faz rir, e eu adoro rir, é diferente do que faz rir as pessoas com quem tenho de conviver. Rio-me sempre em tempos diferentes, e por norma, sozinha. Reporto-me à série 'Allo 'Allo!: eu, perdida de riso, e os meus amigos, na altura, com cara de caso a olhar para mim. Monty Python dava na RTP2; só eu gostava.
Rui Veloso diz que não se ama alguém que não ouve a mesma canção. Também é válido para quem não partilha o mesmo sentido de humor, nem o interesse pelos mesmos temas de conversa.
Eu rio-me com o absurdo, com a sátira mordaz, com a ironia disfarçada. Com a capacidade de expor a hipocrisia e as contradições sociais de forma hilariante, mas elegante. Fugindo sempre da lógica convencional. Segundo os entendidos, um riso que, por ser mais cerebral e menos imediato, é naturalmente solitário.
As pessoas cansam-me. E eu também as canso. Sou péssima companhia para a maior parte delas. Cada vez me isolo mais. E estou bem assim.
A única companhia que respeita o meu tempo e o meu silêncio é um livro. Ao contrário das pessoas que contam anedotas ou sonhos, o livro só fala comigo quando o abro.

Hoje cortei-me. Nada de grave.
O sangue não parava. E eu, ali, sem colo, sem ninguém para cuidar de mim. E essa ausência é o preço mais alto da solidão lúcida.

25
Ago25

Entre Livros e Risos com António Victorino D' Almeida...


ROMI

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O primeiro livro que li de António Victorino D' Almeida foi "Coca-Coca Killer". Já o referi aqui: é de ir às lágrimas. Lembro-me de o ler no comboio, perdida de riso. Quase envergonhada por não conseguir parar de rir nem de parar a leitura, em meu auxílio vieram  os passageiros que contagiados riram comigo.

Em seguida, nas minhas leituras, veio o "Tubarão 2000". Não me lembro se o comprei e o emprestei (e não devolveram) ou se o li emprestado. Sei que não o tenho nem aqui nem na casa da aldeia. Quando me deparei com uma promoção na Fnac, não resisti e comprei-o novamente. E, como uma coisa boa nunca vem só, aproveitei e comprei mais um dele, "Os Devoradores de Livros". Sei que não  vai desiludir. E a necessidade que tenho de rir vai ser reposta.

30
Nov22

DESENCALHAR...


ROMI

Rezar em noite de lua cheia, durante quinze anos. Caso não resulte, repetir a dose incluindo os feriados, mas sempre antes do nascer do sol Infalível ...

Eu só vou no quinto ano de reza e já levei uma piscadela de olhos e dois piropos. Isto promete ...
 

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É difícil, mas caso não resulte há sempre uma segunda opção:

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imagens roubadas por aí 

21
Ago22

TENTAÇÕES...


ROMI

Um hipermercado, cujo nome não digo mas não fica nas ilhas, envia-me um e-mail a perguntar se eu já provei as Bolas de Berlim deles. Alguém diz àqueles senhores que depois de comer dois ovos estrelados, afogados em óleo, e batatas fritas, entrei em dieta rigorosa?😤

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20
Jun22

GATA A SER GATA ...


ROMI

 

"Olha, temos mais um membro na família..." (digo eu)
" Só se eu não lhe puder ser boa!!!" (pensa a Luna)
"Será que as borboletas comem alface?" (pergunto eu)
" Isso, dá-lhe que eu gosto delas gordinhas 😊 " (pensa a Luna)
"Espera, não lhe abras a janelaaaaaa 😣 raisparta a gaja" (desespera a Luna)
Mas eu abri, e ela , a borboleta, voou para longe. Gostava que ela tivesse ficado mais um tempo, que tivesse comido a alface, mas não deixou de ser um final feliz ...
 

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" Hummmm, alface!!! Aquela deve pensar que eu sou um grilo"

2.jpg " Estou-te a ver, gata, e às mosquinhas em redor

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"Ai si eu ti pego ...."

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